Energia limpa e geração distribuída são tendências para 2021

A pandemia trouxe consigo um grande desafio, mas também uma excelente oportunidade de mudança. As emissões de poluentes de dióxido de carbono foram reduzidas substancialmente em todo o mundo durante a primeira fase da crise. Embora essas emissões tenham retornado recentemente aos níveis habituais, acompanhando a retomada nos países de alta renda, o contexto pós-pandemia oferece uma oportunidade incomparável de promover a transição para as energias renováveis.

Esse processo acaba sendo acelerado conforme os países também incorporam as energias renováveis ao seu mix de geração de energia. Nesse sentido, embora até o início deste ano, o investimento nessas fontes tenha sido impulsionado pelo aumento constante da capacidade instalada, por novos projetos em andamento e pelo acesso preferencial que elas têm na maioria dos sistemas de energia, a tendência de queda dos preços e da lucratividade das fontes tradicionais e a redução dos custos de geração de eletricidade com fontes renováveis estão abrindo espaço para um cenário que poderia favorecer e promover o investimento em fontes de energia limpa, tanto global quanto regionalmente.

Aumento da necessidade de energias renováveis no país 

Quando se fala em energia renovável, o Brasil é visto como um país que possui diversas oportunidades. A matriz energética brasileira possui uma grande diversificação, já que o país consegue produzir energia limpa a partir de diversas fontes e inseri-las aos poucos na matriz elétrica. A vantagem brasileira para os países desenvolvidos, é que enquanto os mesmos são obrigados a aumentar a participação de fontes renováveis disponíveis, o Brasil, por sua diversificação de fontes limpas, só precisa complementar a matriz elétrica com elas e aproveitar a potência dos recursos naturais oferecidos. Dessa forma, abre-se oportunidade de mercado para empresas que queiram adequar seus produtos e serviços para o fornecimento voltado para a cadeia da energia.

 

Brasil deve despontar na geração de energia distribuída

Outra tendência para 2021 é a geração de energia distribuída. E especialistas em mercado energético apontam que o Brasil deve se tornar um dos três grandes mercados de geração distribuída (GD) com energia solar de todo o mundo e o primeiro na América Latina.

A aposta é que, controlada a crise causada pelo coronavírus, o mercado de energia solar retomará o crescimento, puxado pela China, o grande gerador de energia fotovoltaica mundial. 

A geração distribuída (GD) tem no Brasil um enorme parque para seu desenvolvimento, tanta pelas condições naturais quanto pelos investimentos crescentes no setor e, obviamente, pela mudança de mentalidade do consumidor que, cada vez mais, vem conhecendo os benefícios da geração de energia fotovoltaica tanto em usinas quanto em sistemas particulares (residenciais, comerciais ou industriais). 

Roger Rangel, presidente da Ecovoltaica, acredita que essa fonte de energia ao longo do tempo ultrapassará as outras fontes alternativas de geração que possuímos hoje em potência instalada e geração de energia, fazendo com que ela se torne a segunda principal fonte geradora.  

A geração distribuída é um modal de produção e distribuição de energia solar fotovoltaica. Uma das principais vantagens da GD sobre a geração de energia centralizada é a redução de investimentos em transmissão e a diminuição das perdas energéticas, o que contribui para entrega de uma energia com menos perda, melhor qualidade, mais eficiência e menor custo. 

Roger Rangel também explica que a GD permite que qualquer consumidor conecte sua geração própria ao sistema geral de distribuição – de acordo com as regras da concessionária do município – e essa facilidade será um catalisador de desenvolvimento econômico, social e ambiental no Brasil.

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